HEITOR BORBA INFORMATIVO N 84 AGOSTO DE 2015

Recife/PE, agosto de 2015 – Exemplar nO 00084 – Publicação Mensal


Segurança do Trabalho: A ciência da prevenção

Segurança do Trabalho é o ramo do conhecimento humano que se destina a preservação da saúde e da integridade física de trabalhadores em seu ambiente laboral através da prevenção de acidentes e de doenças oriundas do trabalho.

Segundo a fonte não muito confiável “Wikipédia”,[1] “Segurança do trabalho é um conjunto de ciências e tecnologias que tem o objetivo de promover a proteção do trabalhador no seu local de trabalho, visando a redução de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.” Portanto, Segurança do Trabalho é um conjunto de disciplinas que se inter-relacionam, funcionando harmonicamente de modo a permitir a necessária abrangência e funcionalidade da função do prevencionista dos diversos níveis e titularidades.

A ciência possui capacidades de previsibilidade, exatidão, comprovação, reprodutibilidade, refutabilidade (Popper),[2] assim como, instabilidade paradigmática (Kuhn).[3] Há necessidade de se estabelecer critérios científicos para a Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho.

A Segurança do Trabalho tem adquirido grande abrangência nos últimos anos. A NR-09,[4] por exemplo, que anterior a 1995 consistia apenas numa única página do livro da legislação definindo os riscos ambientais, hoje possui instruções detalhadas sobre a elaboração do PPRA. As Normas estão ficando cada vez mais detalhadas e tão técnicas que brevemente teremos mais especializações na área, não se resumindo apenas a higienistas ocupacionais e ergonomistas. Prevejo até a criação de titularidades profissionais específicas para determinados ramos de atividades econômicas, como “Técnicos em Segurança do Trabalho de Construção Civil”, “Técnicos em Segurança do Trabalho Rural” e outros. Entidades como a FUNDACENTRO estão tentando desenvolver um Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho que garanta a atuação eficaz dos profissionais da área, baseada nas metodologias da ciência e da administração. Mas para isso há necessidade de uma maturidade cultural nessa área dentro das organizações.

Os estágios de maturidade cultural da Segurança do Trabalho no modelo Hudson[5] ocorrem da seguinte forma:
Estágio patológico:
Ausência de ações na área de Segurança do Trabalho, com atendimento precário a legislação;

Estágio reativo:
As ações acontecem apenas quando há a ocorrência de acidentes de trabalho e mediante medidas sistemáticas e pontuais;

Estágio calculativo:
A empresa possui Gestão de Segurança do Trabalho, mas sem uma visão sistêmica para controle total dos riscos;

Estágio proativo:
A Gestão de Segurança do Trabalho da empresa ganha mais maturidade iniciando a passagem para o estágio da cultura construtiva, com maior conscientização e empenho da alta direção na busca dos valores voltados para a melhoria contínua promovida pelo sistema.

Estágio construtivo:
Neste estágio a Gestão de Segurança do Trabalho ganha a maturidade necessária e se estabelece num SGI - Sistema de Gestão Integrada de Meio Ambiente, Segurança e Saúde Ocupacional. Nesse momento a organização já possui as informações (identificação dos riscos e perigos) e as metodologias (formas de ação para controle dos riscos e perigos) necessárias para gerir o SGI num processo contínuo de melhorias.

Segurança do Trabalho: Ciência e arte. Com disciplinas específicas das mais diversas áreas do conhecimento humano, proporciona ao profissional abrangência de conhecimentos que poucas profissões são capazes de promover. Uma ciência linda e rica em informações úteis por excelência. Não basta apenas possuir um título na área para ser um profissional. O especialista em Segurança e Saúde no Trabalho necessita de atualização constante, tanto na legislação quanto na tecnologia e na metodologia científica. São pessoas eruditas porque são obrigadas a estudar todos os dias. Profissionais de Segurança e Saúde que não estudam não são profissionais, mas apenas possuem o título profissional respectivo da área. Eu estudo Segurança do Trabalho todos os dias há mais de trinta anos e sempre esbarro com algo que ainda não sei. Segurança do Trabalho é científica e não uma função política como alguns acreditam. Não é conversa mole, mas fundamentação legal e científica. Quem não sabe disso ainda não virou profissional. E não virou profissional porque não estuda e não sabe o que é Segurança do Trabalho.

A Ciência da Prevenção busca impedir a ocorrência de acidentes e doenças que possam ser adquiridas em decorrência da execução do trabalho ou da permanência do trabalhador no ambiente laboral. Tal ciência deve atuar estrategicamente com base em sistemas participativos e educativos objetivando a promoção de mudanças nos recursos físicos, humanos e organizacionais ou administrativos. Para isso, deve lançar mão de todos os recursos existentes na ciência e na moderna Administração.

Webgrafia:

[2] Popper
Popper K. A lógica da pesquisa científica. São Paulo: Cultrix, Edusp; 1975

[3] Kuhn
Kuhn T. The structure of scientific revolutions. Chicago: Chicago University Press; 1972

[4] NR-09

[5] HUDSON, P. Aviation safety culture. Safeskies, p. 1-23, 2001

Artigos pesquisados:






Arquivos antigos do Blog




Para relembrar ou ler pela primeira vez sugerimos nesta coluna algumas edições com assuntos relevantes para a área prevencionista. Vale a pena acessar.
       
EDIÇÃO SUGERIDA
HBI HEITOR BORBA INFORMATIVO N 52 DEZEMBRO DE 2012
Veiculando as seguintes matérias:

CAPA
-“ Planejamento executivo (PEX”
O Planejamento Executivo (PEX) objetiva a execução dos serviços de forma planejada e organizada (sem imprevistos), devendo também servir de base para elaboração do Plano de Segurança (PSO) de determinado empreendimento.

COLUNA RISCO QUÍMICO X INSALUBRIDADE
-“Soluções neutralizantes para produtos químicos
As soluções neutralizantes são utilizadas em processos produtivos como agricultura, fabricação de cosméticos, tratamento de solos e águas e meio ambiente.

COLUNA ERGONOMIA
- “Patogêneses e sintomatologias específicas dos agentes ergonômicos”
Na publicação do Ministério da Saúde “Doenças Relacionadas ao Trabalho – Manual de procedimentos para os serviços de Saúde/2001”, encontramos uma lista com as patologias relacionadas aos diversos riscos no trabalho.

E ainda a coluna “O leitor pergunta”.





Flexão & Reflexão



A NR-31 e o PPRA

Alguns Fiscais dos diversos órgãos do Estado responsáveis pela exigência dos Programas Preventivos do Ministério do Trabalho e Emprego, profissionais e empresas de assessoria, estão elaborando um Programa de Gestão de Segurança, Saúde e Meio Ambiente de Trabalho Rural para as empresas enquadradas na NR-31, em vez do PPRA. Isso procede?

A NR-31 reza:[1]
31.5 Gestão de Segurança, Saúde e Meio Ambiente de Trabalho Rural
31.5.1 Os empregadores rurais ou equiparados devem implementar ações de segurança e saúde que visem a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho na unidade de produção rural, atendendo a seguinte ordem de prioridade:
a) eliminação de riscos através da substituição ou adequação dos processos produtivos, máquinas e equipamentos;
b) adoção de medidas de proteção coletiva para controle dos riscos na fonte;
c) adoção de medidas de proteção pessoal.
e para alguns esse texto diz que não se deve elaborar PPRA para as empresas enquadradas na NR-31, mas apenas um Programa de Gestão de Segurança, Saúde e Meio Ambiente de Trabalho Rural.

Sempre digo que interpretação de texto deveria ser matéria obrigatória nos cursos de Segurança do Trabalho. Para aqueles que acham que este item da NR-09:[2] 9.6.2 O conhecimento e a percepção que os trabalhadores têm do processo de trabalho e dos riscos ambientais presentes, incluindo os dados consignados no Mapa de Riscos, previsto na NR-5, deverão ser considerados para fins de planejamento e execução do PPRA em todas as suas fases.” diz que o reconhecimento dos riscos ergonômicos e de acidentes no PPRA é facultativo, o texto da NR-31 citado acima é algo Shakespeareano.

Tempos atrás, publiquei um artigo sobre elaboração de PPRA para obras de construção civil[3], mostrando as incongruências das Normas Regulamentadoras.[4]

Voltando a NR-31, percebemos que em nenhuma parte do seu texto diz que o PPRA não deve ser elaborado. Já na NR-09 há a citação:
9.1.1 Esta Norma Regulamentadora – NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA…
Também não há referencia na NR-09 dizendo que no caso de atividades econômicas específicas as empresas deverão elaborar os respectivos Programas previstos para a atividade, estando desobrigadas da elaboração do PPRA, ou coisa parecida. Sem dúvida, faltou essa previsão na NR-09 e outra semelhante na NR-18, permanecendo a redundância.
Se bem que na NR-22,[5] o negócio é diferente:
22.3.7.1.3 Desobrigam-se da exigência do PPRA as empresas que implementarem o PGR.
No entanto esse texto apenas denota que as leis são contraditórias levando-se em conta que não há essa previsão na NR-09 e devia haver, visto que a NR-09 é taxativa (“Todos”).

Para quem possui capacidade mediana de interpretação de texto fica claro que não há obrigatoriedade na NR-31 para elaboração de nenhum Programa de Gestão de Segurança, Saúde e Meio Ambiente de Trabalho Rural em substituição ao PPRA.

O que a NR rural citada diz é que deve haver uma Gestão de Segurança, Saúde e Meio Ambiente de Trabalho Rural contemplando os aspectos elencados na Norma, com o objetivo de eliminar riscos através da substituição ou adequação dos processos produtivos, máquinas e equipamentos, adotar medidas de proteção coletiva para controle dos riscos na fonte e adotar medidas de proteção pessoal. Essas ações devem fazer parte do PPRA, considerando que são assuntos integrantes das etapas desse Programa Preventivo, mas voltadas para a área rural. É só isso.

Webgrafia:
[1] NR-31

[2] NR-09

[3] Artigo PPRA para obras de construção civil

[4] Normas Regulamentadoras

[5] NR-22





                          Ajuda para profissionais de RH/GP 


Aqui selecionamos uma série de artigos sobre assuntos de interesse do Departamento de Recursos Humanos ou de Gestão de Pessoas das Organizações. Postados de forma sequenciada, os profissionais podem acessar as informações completas apenas clicando sobre os títulos na ordem em que se apresentam. Para não sair desta página, o leitor deverá clicar sobre o título com o mouse esquerdo e em seguida clicar em “abrir link em nova guia”, após marcar o título.

Boa leitura.

[1] Auxílio para Gestão do Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP












[2] Auxílio para Gestão de SSO na área de RH/GP


























Os riscos e suas implicações


O HBI tem uma série de artigos sobre riscos químicos iniciados na Coluna “Segurança com produtos químicos”, quando o HBI ainda era no formato “pdf”.

Ideal para estudantes da área e profissionais que desejem aprofundar seus conhecimentos.

Você pode ler todo o trabalho a partir da Edição de número 14 do HBI que tem inicio aqui:

  
A partir desta edição, basta clicar em “postagens mais recentes” no final da página e acompanhar a sequencia dos assuntos de modo a formar um volume único sobre o tema.

Para as publicações em “pdf”, postadas no formato foto, você deverá clicar sobre a imagem do HBI correspondente a página para ampliar. Após ler a edição ampliada, clicar na seta “voltar” no topo da página (onde tem o endereço eletrônico do Blog), para retornar a edição em formato pequeno.

O conhecimento é essencial para o sucesso profissional.

Boa leitura.


Posturas corporais


Segundo a International Ergonomics Association (IEA)[1] Ergonomia consiste numa disciplina científica que se preocupa com o entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema; profissão que se vale de teorias, princípios, dados e métodos científicos para geração de projetos destinados a melhorias na qualidade de vida dos seres humanos e dos sistemas em geral.

Até a década de 70 aqui no Brasil havia a cultura do senhor de engenho, onde o trabalhador deveria se adaptar ao trabalho. Quando um empregado da construção civil, por exemplo, se negava ou não conseguia erguer um saco de cimento de 50 Kg, era interpretado como se ele “...não desse pro trabalho...”, sendo sumariamente demitido sem dó nem piedade. Com o advento de normas mais detalhadas, essa cultura foi aos poucos sendo modificada. Hoje sabemos que 80% das pessoas têm ou terão problemas posturais, representando a segunda grande causa de afastamento do trabalho.

Hoje entendemos que a ergonomia deve procurar adaptar o sistema ao seu operador e não o contrário.  O conceito de usabilidade ocorre quando os usuários empregam o sistema para alcançar seus objetivos.

Sem dúvida que a ergonomia é o principio da usabilidade. Quanto mais adaptado ao trabalhador for o sistema em que o mesmo interage, mais eficaz e eficiente é o sistema, proporcionando elevado grau de satisfação ao usuário.

A ISO 9241[2] define usabilidade:
Eficácia:
Capacidade que os sistemas conferem a diferentes tipos de usuários para alcançar seus objetivos em número e com a qualidade necessária;

Eficiência:
Quantidade de recursos (tempo, esforço físico e cognitivo) que o sistema solicita aos usuários para a obtenção dos objetivos esperados;

Satisfação:
Sensação emotiva causada pelo sistema decorrente dos resultados atingidos e dos recursos necessários para alcançar tais objetivos.

Para Palmer (PALMER & APLER, 2000),[3]A postura correta consiste no alinhamento do corpo com eficiências fisiológicas e biomecânicas máximas, o que minimiza os estresses e as sobrecargas sofridas ao sistema de apoio pelos efeitos da gravidade.

Em ergonomia, “Postura Padrão” significa “Postura Ideal” e não “Postura Média”. A postura ideal pode ser conseguida através do alinhamento esquelético considerado como padrão. O alinhamento esquelético considerado como padrão fundamenta-se em princípios científicos e compreende uma quantidade mínima de esforços e sobrecargas na manutenção da postura.

A manutenção da postura corporal se relaciona com o tônus muscular, que é o estado de ligeira tensão dos músculos no estado de repouso. O tônus muscular regula a disposição postural dos segmentos corporais e impede que se desorganizem. Os agentes do tônus são os fusos neuromusculares, mantendo a atividade em permanência pelos moto-neurônios-gama. Os motos-neurônios-alfa são responsáveis pelo controle da contração muscular, atuando nos alongamentos dos fusos. Como ilustração, citamos que num alongamento correspondente a três gramas, os fusos desencadeiam o reflexo miotático, levando a contração do músculo estriado, com uma tensão de 100 a 200 gramas, originando os Corpúsculos de Golgi que originam o reflexo miotático inverso, que inibe o músculo alongado e facilita o seu antagonista.

A figura abaixo representa uma Postura Padrão na posição de pé:


Percebemos pela figura acima que há necessidade de alinhamento das curvaturas da coluna, nas regiões do pescoço (cervical), do meio das costas (torácica) e da parte inferior das costas (lombar), caso contrário a postura não estará correta.

O corpo humano é dividido em cabeça, pescoço, tronco e membros. O tronco é subdividido em tórax, abdome, pelve, períneo e dorso. Os membros superiores são divididos em ombro, braço, cotovelo, antebraço, punho, mão e dedos. Os membros inferiores são divididos em quadril, coxa, joelho, perna, tornozelo, pé e dedos.
O resultado da manutenção de posturas erradas resulta em hiperlordose lombar, hiperlordose cervical, hipercifose torácica e escoliose.

Hiperlordose lombar:
Inclinação acentuada da pelve;

hiperlordose cervical:
Inclinação acentuada da coluna na região cervical, com desgaste das vértebras, geralmente associada à hipercifose torácica;

Hipercifose Torácica:
Inclinação acentuada da coluna vertebral na forma de corcunda, com desgaste das vertebras, surgimento de bico de papagaio e comprometimento das funções pulmonares.

Escoliose:
Curvatura lateral da coluna vertebral ocasionada pela rotação das vértebras.

Para que possamos realizar uma análise postural é necessário identificar e localizar os segmentos corpóreos em função da linha de gravidade. Esse trabalho objetiva analisar se determinado segmento corporal ou articulação se encontra fora do alinhamento da Postura Ideal, de acordo com os tipos corporais:
Ectomórfico:
São ressaltadas as formas lineares e frágeis (epiderme e seus anexos, encéfalo e medula espinhal), com maior superfície em relação à massa corporal.

Mesomórfico:
São ressaltados os tecidos derivados do mesoderma (ossos, músculos e tecido conjuntivo), com maior densidade e desenvolvimento musculoesquelético.

Endomórfico:
Proveniente do endoderma (tubo digestivo e sistemas auxiliares), como preponderância do sistema vegetativo e tendência à obesidade (baixa densidade, massa flácida e formas arredondadas).

Eixos do corpo humano são linhas imaginárias. Os eixos do corpo são: transversal, longitudinal e sagital. Na posição anatômica o corpo é referenciado de acordo com três planos mutuamente ortogonais:


Plano sagital:[4]
Plano imaginário que parte um organismo ao meio, dividindo em parte direita e parte esquerda. Os organismos apesar de serem idênticos externamente diferem internamente (posição do fígado, do baço, da vesícula biliar e entre os dois hemisférios cerebrais).

Plano coronal:[5]
Plano frontal que divide o corpo com cortes verticais e perpendiculares ao plano mediano, definindo a parte ventral/anterior (frente) da parte dorsal/posterior (costas). Divide diversos órgãos e indica a direção em função de uma imagem (indicar qual parte fica em direção ao rosto e qual fica em direção a nuca).

Plano transversal:[6]
Plano imaginário que divide um organismo ou órgão ao meio, separando em superior e inferior

Os termos acima descrevem os movimentos e podem ser utilizados para várias articulações do corpo, em todo o corpo. Alguns termos são utilizados especificamente para certas regiões do corpo, mas sempre observando a posição anatômica.

Os movimentos da coluna são:
Flexão lateral => Movimento no plano frontal em que a cabeça ou o tronco lateralmente se afastam da linha mediana;

Redução => Movimento no plano frontal onde ocorre o retorno da coluna vertebral à posição anatômica.

O número de pessoas com problemas posturais é enorme. A postura é um sistema muito complexo e que varia de pessoa para pessoa. A postura pode ser influenciada pela personalidade, pela maneira de se posicionar diante das situações, cogita sobre a trajetória postural. Podemos caracterizar como “boa” uma postura em que há equilíbrio corporal e o bom funcionamento entre as estruturas e os órgãos, como também, uma aparência aceitável. Para se chegar a esse nível de conscientização é necessário que o trabalhador tenha consciência dos riscos posturais e um perfeito domínio corporal. A postura incorreta desencadeia desorganização em vários componentes internos e externos do corpo humano, levando o trabalhador a sentir dores e desconfortos. Contribuem para a postura corporal também, aspectos relacionados a evolução postural, força de gravidade, força muscular, sistema endócrino, órgão do equilíbrio, reflexo, imagem corporal, atitude,  personalidade,  profissão, hereditariedade e influência social. Ocorrendo algum desequilíbrio nos elementos relacionados à postura, surgem as doenças e desvios do eixo corporal.

Os fatores que podem estar relacionados com problemas posturais são: Enfermidades diversas, fraqueza corporal, alguma deficiência muscular, insuficiência ligamentar, região do quadril e coluna vertebral com pouca flexibilidade, obesidade, sedentarismo, hereditariedade, erguimento e transporte de pesos de forma irregular, manutenção por longo tempo na posição sentada ou estática, movimentos repetitivos como dirigir e digitar, gravidez, falta de habilidade motriz na fase de crescimento e maturação, questões socioculturais, questões relacionadas a evolução para a postura ereta, modo de execução e de organização do trabalho, estresse, etc

As intervenções para prevenção dos males relacionados às posturas devem ser aplicadas sobre o ambiente, mobiliário, espaço, ferramentas, máquinas e equipamentos sobre as formas de execução e de organização do trabalho.

Esses conhecimentos são necessários para identificação de problemas posturais instalados. Para fins prevencionistas, tal conhecimento pode ser utilizado para identificar situações posturais incorretas durante a execução das atividades laborais. Também, definir as medidas ergonômicas preventivas necessárias e suficientes para evitar danos à saúde e a integridade física dos trabalhadores. Corrigindo preventivamente as posturas forçadas, ocasionadas por vícios corporais, mobiliários, máquinas, equipamentos, ferramentas ou mesmo decorrente da execução das atividades, podemos dizer que o PPRA da empresa está cumprindo sua função: Prevenir acidentes e doenças ocasionadas pelo trabalho.

Webgrafia:
[1] International Ergonomics Association (IEA)

[2] ISO 9241- Usabilidade




[3] PALMER & APLER, 2000



[4] Plano sagital

[5] Plano coronal

[6] Plano transversal

Outros links de artigos pesquisados:






Ergonomia


O HBI tem uma série de artigos sobre ergonomia publicados na Coluna Ergonomia. Um verdadeiro tratado sobre o assunto. Ideal para estudantes da área e profissionais que desejem aprofundar seus conhecimentos.

Você pode ler todo o trabalho a partir da Edição de número 39 que tem inicio aqui:

  
A partir desta edição, basta clicar em “postagem mais recente” no final da página e acompanhar a sequencia dos assuntos de modo a formar um volume único sobre o tema.

Lembrando que o conhecimento é essencial para o sucesso profissional.

Boa leitura.



O leitor pergunta...


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Enviar perguntas para o e-mail:


Com a citação “Coluna o leitor pergunta”. Obrigado.

Pergunta:
Encaminhamos nossos eletricistas para realizarem o curso básico da NR-10 numa empresa de assessoria aqui perto. Os certificados estão assinados pelo médico do trabalho da empresa. Será que são Válidos?

Minha resposta:
Não. Não são. Para realizar intervenções em eletricidade é necessário aptidão, qualificação ou capacitação profissional, habilitação e autorização. Os certificados da NR-10, quando os cursos não forem realizados por instituições reconhecidas pelo MEC, devem ser assinados por um Engenheiro Eletricista, como Supervisor/Instrutor do curso, além de ser emitida a respectiva ART.

Mais informações:
Artigo “Requisitos legais para o exercício profissional do eletricista”


http://heitorborbainformativo.blogspot.com.br/2013/08/heitor-borba-informativo-n-60-agosto-de.html


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As referencias profissionais devem ser levantadas pelas empresas solicitantes através dos dados curriculares.

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Os currículos são cadastrados por Título Profissional e enviados as empresas de acordo com o perfil solicitado. Não realizamos seleção pessoal.

Os profissionais disponíveis para o mercado de trabalho devem enviar seus currículos no formato “pdf” ou “Word” e salvo com nome de arquivo contendo a função, o primeiro e último nome, mês atual e ano, conforme exemplos abaixo:

Téc. Segurança Manoel Alves julho 2013.pdf

Eng. Segurança Almir Lima agosto 2013.doc

Enfermeiro José Tenório julho 2013.docx  

Estagiário Téc. Segurança Jose Silva agosto 2013.doc

ATENÇÃO:
Currículos enviados no próprio e-mail ou em outros formatos que não seja “pdf” ou “Word” não serão considerados.
                       
Gestores/Empresas:
Solicitem gratuitamente cópia dos currículos dos diversos profissionais cadastrados no nosso Banco de Currículos através do e-mail:


Profissionais Interessados:
Favor enviar currículos para composição do Banco de Currículos através do e-mail:


Agradeço as empresas e aos profissionais que acreditam no nosso trabalho.


Frase de segurança:

“ PPRA é programa preventivo e não laudo ”


Datas comemorativas

A G O S T O
Feriados e Datas Comemorativas de Agosto de 2015
01            SÁB        Dia Nacional do Selo
03            SEG         Dia do Capoeirista
03            SEG         Dia do Tintureiro
04            TER         Dia do Padre
05            QUA        Dia Nacional da Saúde
06            QUI          Dia de São Salvador do Mundo
09            DOM       Dia dos Pais
09            DOM       Dia Internacional dos Povos Indígenas
11            TER         Dia da Televisão
11            TER         Dia do Advogado
11            TER         Dia Internacional da Logosofia
11            TER         Dia do Estudante
11            TER         Dia do Garçom
12            QUA        Dia Nacional das Artes
13            QUI          Dia do Economista
13            QUI          Dia do Canhoto
14            SEX         Dia do Cardiologista
15            SÁB        Dia da Assunção de Nossa Senhora
15            SÁB        Dia da Informática
15            SÁB        Dia dos Solteiros
15            SÁB        Dia de São Tarcísio
16            DOM       Dia do Filósofo
16            DOM       Dia de São Roque
19            QUA        Dia Mundial da Fotografia
19            QUA        Dia do Artista de Teatro
20            QUI          Dia do Maçom
20            QUI          Dia de São Bernardo
22            SÁB        Dia do Folclore
24            SEG         Dia de São Bartolomeu
25            TER         Dia do Feirante
25            TER         Dia do Soldado
27            QUI          Dia do Psicólogo
27            QUI          Dia do Corretor de Imóveis
28            SEX         Dia dos Bancários
28            SEX         Dia da Avicultura
31            SEG         Dia da Nutricionista

Fonte:


Aos leitores

Agradeço a confiança dos leitores neste trabalho. Aqui você encontra apenas ideias originais. Não há cópia-cola de publicações existentes. Após vários questionamentos de leitores sobre a veracidade dos assuntos veiculados, resolvi anexar fontes indexadas em todos os artigos, neutralizando qualquer tentativa de desacreditar este trabalho com a utilização de falácias. Desse modo, também passei a exigir que todas as contestações fossem provadas por meio de fontes indexadas. Este é o Blog oficial publicado por Heitor Borba. Clique em “Postagens mais antigas” para ler as edições anteriores. Para ampliar as fotos, clique com o mouse direito sobre a foto e em seguida “Abrir link em uma nova guia”. Informe-se, discuta, questione, critique, divulgue e envie sugestões. Bons conhecimentos.
  

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